Quando Sopra o Vento Norte - www.wook.pt

terça-feira, 30 de março de 2010

E já cheira a Primavera


Estou completamente apaixonada por estes quartos da nova colecção. Cheios de cor (como eu gosto) e lindos. Era menina para perder a cabeça e trazer tudo, tudo.
Para ver mais alguns, estão já aqui na Lolipop.

domingo, 28 de março de 2010

Domingo à noite (como nos autodescobrimos em 48horas)

Por mais que digam que a blogosfera é um mundo completamente aparte da realidade, todos os dias se confirma o oposto. Se não o fosse, não haveria blogs tão diferentes. Não só no que é escrito, mas na forma como é escrito. Se os olhos são o espelho da alma, atrevo-me a dizer que os blogs são o espelho da nossa personalidade. Nada mais concreto que esta casa. "É a tua cara chapada" dizem os três-quatro gatos pingados que me conhecem em carne e osso e também sabem do blog. Aqui a malinha só dá o nome, porque a menina por detrás dela é sempre a mesma. Se os há capazes de tornar as suas vidas um blog aberto, eu não seria. Se os há capazes de falar sem problemas sobre as suas relações e intimidades, escrevendo sobre os escaldantes encontros entre "pilinhas" e "pipis" como quem escreve "maçãs" ou "pêras", eu não seria...nem tão pouco revelar a cor da minha lingerie ou a dos boxers dele. Prefiro deixar esses detalhes a quem lhe diz respeito. Não há nada como a magia de guardar essas coisinhas para nós e para tertuliar um pouco com as amigas ao sábado à noite. Ou com a mana, no nosso cigarrinho after dinner de sexta. Ainda assim, há quem o faça de uma forma tão agradável de se ler, tão cómica que vale a pena.
E pronto era só mesmo para vos avisar de que aqui, gosta-se de falar de Vénus e de Marte, mas com uma certa elegância pode ser?

sábado, 27 de março de 2010

Estado deste blog:

Tirando os saltos está cá tudo. De pano do pó em punho, aspirador e companhia limitada. Temos também um belo cesto de roupinha para lavar e outro para passar. Os lençoís e a casa-de-banho para limpar. No fim da manhã, estará tudo limpo mais limpo não há, digno do teste do algodão.
O resto do dia é para laurear a pevide, parece-vos bem não parece? A mim também.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Pois o Bagaço Amarelo até percebe

"Há um beijo que não é como os outros beijos. É o beijo da despedida. Pode ser dado logo de manhã ao sair de casa, pode ser numa estação de comboios antes das portas da carruagem se fecharem. Pode ser num sítio qualquer, desde que se saiba que não se vai ver a pessoa de quem se gosta durante grande parte do dia. Esse é o beijo em que queremos ficar com um bocadinho do sabor de quem amamos, e talvez seja por isso que é o beijo que normalmente se prolonga durante mais algum tempo.Com as devidas excepções, acho que podemos ver se uma relação entre duas pessoas está cansada ou não pela duração desse beijo de despedida. É que quando um beijo matinal não dura mais do que meio segundo, por exemplo, é porque já não se quer levar o sabor do outro para ajudar a enfrentar o dia-a-dia".

Ele diz que não compreende as mulheres. Eu até acho normal, dado que por vezes nem nós mesmas nos compreendemos (verdade sim senhora).
Não é um bom blog. É muito bom. Ide lá dar umas dicas (para nos perceber ainda melhor!). Aqui

quarta-feira, 24 de março de 2010

Dos dilemas, trocadilhos e letras que fazem toda a diferença...

Causam uma enorme dor de cabeça. Geralmente são provérbios, ditos do povo que passam de geração em geração e que pois bem, têm sempre dois lados.
"Quem espera sempre alcança". Nem sempre é assim. Comigo é mais, quem espera desespera. Sou muito impaciente e há coisas que quero para já. Não é para o mês que vem, para a semana é já. Agora. Por outras posso esperar, mas até as alcançar é um desespero. Pronto, compensa pois no final têm outro gosto. Um dilema portanto...
"Relações ou ralações?". Será que a única diferença é na vogal? Semelhanças já sabemos que há muitas. Aliás em alguns casos, não se dá sequer pela troca de letra. Uma chatice...e das grandes! É enxaquecas, problemas, taquicardias e outras coisas que tais. Mas e diferenças, mais alguma a acrescentar?
Dos trocadilhos já nem falo, alguns com muita piada (verdade seja dita), outros de tão mau gosto que o melhor é fazer ouvidos mocos e seguir caminho. "Os cães ladram e a caravana passa": assenta que nem uma luva.

segunda-feira, 22 de março de 2010

E de como está tudo na moda, mas por este corpinho não passa

Adoro moda, estou sempre a par das novas colecções e tendências e desde que tenho blog, acompanho outros dedicados à mesma, poupo muito dinheiro em revistas, oh se poupo (já agora um grande beijinho por existirem). Mas certas coisas por mais que estejam na berra, se vejam em todas as passerelles não gosto, não compro, não uso. Dissequemos portanto o (meu) top 3:

1) Tachas em modo XXL. Seja em tamanho ou quantidade. Neste caso tenho um cinto e uns sapatos que uso regularmente. Umas vezes um, outras vezes outro. Casaco com tachas, camisola com tachas, mala com tachas e ainda sapatos com tachas, tudo num só conjunto? Less is more...

2)Animal print, ou padrão-leopardo-modo-anos-80. É um dos meus odiozinhos de estimação em roupa.Tenho especial pavor em biquinis e fatos-de-banho, horror mesmo! Quanto muito, usaria uns sapatinhos ou uma malinha para lá de discretos com este padrão.

3) Socas, agora versão-Chanel-que-torna-a-coisa-muito-mais-fashion. Nos meus pés? Só se estiver sob o efeito de substâncias ilícitas e completamente fora da realidade. Perdoai-me as fãs, mas se for para ser Chanel quero a 2.55 tá?

*O que está na moda e por este corpinho passa: brevemente num blog perto de si ;)

Bye bye "Home cinema"

A rubrica "Home cinema" vai passar a chamar-se "Filmes". Continua a haver algumas dúvidas sobre o nome que escolhi para a mesma, embora já o tivesse explicado aqui. Como nem todos os leitores são tão antigos, decidi mudar.

sábado, 20 de março de 2010

Filmes (#33)

A história é (só, apenas...) uma das minhas preferidas de sempre. Ora juntar isto com a maravilhosa marca Tim Burton e o Johnny Depp é coisa para não se perder. O certo é que estava à espera de um pouco mais. Não que não tivesse gostado, mas esperava ter amado. A Alice não me conseguiu convencer do íncio ao fim. Já o Chapeleiro Louco e a Rainha de Copas, achei fenomenais, não só as roupas e os adereços, como as interpretações.
O filme, a meu ver, não faz jus ao status que o realizador já atingiu. Depois de grandes filmes já produzidos, Alice in Wonderland fica ali na corda bamba. Continuo no grupo dos eternos fãs do Charlie and the chocolate factory, Edward Scissorhands e por aí fora...

quarta-feira, 17 de março de 2010

"Já ninguém morre de amor"

"Dizem que já não há paixões impossíveis e fatais, que isso são coisas do passado...Mas só o dizem porque não conhecem a história dos Palma Lobo!"

Pela mão do (fantástico) Domingos Amaral, temos a saga desta família. Roberto, Álvaro, Jorge e Salvador, quatro gerações que carregam um único destino: morrer de amor! Uma odisseia que nos leva a Moçambique, ainda em finais do século XIX, onde Roberto Antunes Palma Lobo, inicia uma linha de sucessão masculina, marcada por grandes loucuras e paixões. Bisavô de Salvador, passa ainda por Lisboa e Grandôla, onde se suicida com o desgosto da mulher ter partido com outro homem. Deixa-o, assim como o filho Álvaro, avô de Salvador. Traumatizado pela história dos pais, casa-se três vezes tendo ainda um sem número de amantes. Violento, agressivo e transgressor morre em Grândola "fornicando com uma camponesa". Fica orfão Jorge, pai de Salvador. Conhece a mulher em Lisboa, nasce Salvador e pouco depois mudam-se para Grândola. Com a chegada do 25 Abril e a invasão dos comunistas (que se apoderam da herdade da família), emigra para o Brasil. Apaixona-se. Suícida-se por amor? Não, foi o amor que o matou. Melhor, quem não permitia este amor. Salvador regressa a Portugal, casa-se também três vezes. Morre de amor por uma quarta.
Não sendo propriamente uma obra-prima, é um romance viciante. Li-o em apenas dois dias. Queremos sempre saber o que acontece depois. Intrigas, confissões e muito suspense. Não provoca lágrimas. Algumas gargalhadas e algum aperto(zito) no coração sim. Bem escrito, bem estruturado. Gostei. Recomendo.

*E a questão fica no ar: será que hoje em dia ainda se morre de amor? Hum? ;)

Ena ena tantos

Aqui a casa, já ultrapassou os 200 seguidores...
Bigada. Beijinho bom a todos ;)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Uma foto por semana (#06)

Apesar de já ter uns meses, continuo a adorá-la. Decidi brincar um pouco com alguns efeitos e dar-lhe uma nova cor mantendo a essência da foto. Et voilà: eis o resultado.

sábado, 13 de março de 2010

Quando me esqueço de deixar os palavrões em casa


Desde pequena que nunca fui de palavrões. Em casa não tinha costume de ouvir e sempre me ensinaram que não ficava bem a uma menina dizer tais palavrinhas. Na escola o cenário mudava de figura. O normal era todos os dias ouvir vários fosse na boca de colegas raparigas ou rapazes. Os anos foram passando e assim, muito de vez em quando, dizia um ou outro.
Hoje em dia, é praticamente o mesmo, excepto quando estou a conduzir. Digamos que existe uma malinha antes e depois de entrar no carro. Quem conhece já sabe o que a casa gasta. Quem não está habituado fica de boca aberta e acha que fico possuída quando ponho as mãos no volante. “A razão?” Muito simples. Enervo-me à séria em determinadas situações e é vê-los sair assim com facilidade.
Hoje já foram dois. Um dos quais, ainda levei com uma buzinadela de alguém que não parou num stop..."Concerteza meu caro, eu é que tenho prioridade, mas é você que não pára e ainda buzina, concerteza!" É caso para me perguntar "mas onde é que esta malta tirou a carta hum?" Das duas uma, ou compraram ou precisam de fazer uma visita ao oftalmologista. Vermelho não é certamente uma cor fácil de ignorar, assim como não é preciso recorrer ao dicionário para ver o significado de stop pois não?
Bem me parecia...


*Antes que perguntem "Ah e tal, mas tu nunca comeste uma infracção?", eu respondo. Já sim senhor. O caso é que as faço quando não há risco, quando não há trânsito em sentido contrário, que não provoque um acidente. Por exemplo, no caso de hoje se eu não tivesse travado a tempo pois que o dito me tinha escancarado o carro.

Lately:

(via)

quarta-feira, 10 de março de 2010

O ano da morte de Ricardo Reis

É sempre complicado escrever sobre Saramago. Os livros falam por si. Talvez este não seja um dos mais conhecidos, mas quando se trata de juntar a sua escrita a Fernando Pessoa, retrocedermos à Lisboa dos anos 30, aos costumes, tradições e vivências do ínicio de século, das minhas mãos já não sai. A verdade é que me perco em tudo o se que relacione com história. Se for bem contado, melhor ainda. Gosto de sentir saudades de uma época que não vivi. Gosto de me imaginar a caminhar pelas ruas que hoje piso, sabendo que há muitos anos por ali passaram homens e mulheres vestidos a rigor, de chapéu e sombrinha, que educadamente cumprimentavam conhecidos e trauseuntes, tomavam chá ao fim da tarde no Chiado e falavam sobre política ao almoço.
Saramago escolhe Ricardo Reis como fio condutor de toda esta trajectória. E porquê? Se fizermos uma leitura rápida sobre a sua biografia, reparamos que não consta nenhuma data de óbito. Pegando neste detalhe, aventura-se a criar um heterónimo de carne e osso, dando vida ao seu último ano. O que teria sucedido se Ricardo Reis realmente tivesse existido?
Teria regressado do Brasil, passados dezasseis anos de ausência, por altura da morte de Fernando Pessoa. Médico e poeta, chega a Lisboa nos últimos dias de 1935 e instala-se no Hotel Bragança. Salvador, gerente do mesmo não deixará que nada falte ao senhor doutor. Aí conhece Lídia, criada e amante. Aquela que ao mesmo tempo lhe limpa o quarto e lhe aquece os pés durante a noite. E Marcenda, menina de boas famílias, filha do Doutor Sampaio que todos os meses acompanha o pai a Lisboa para fazer os tratamentos que prometem fazer renascer o seu braço esquerdo. Enquanto isso, o pai aproveita para pôr os assuntos em dia com uma-companhia-feminina-que-cá-arranjou. E Victor, agente de autoridade, sempre com o fim de manter a calma e ordem pública, começa a vigiar o doutor, deixando o rasto de odor a alho por onde passa. E Fernando Pessoa, que começa a visitá-lo. Mas esse não estava morto? Estava, mas vinha na mesma. Então e quando estavam os dois quem é que se via? " A si, ou melhor, um vulto que não é você nem eu, Uma soma de nós ambos dividida por dois, Não, diria antes que o produto da multiplicação de um pelo outro".
A sorte de Ricardo Reis foi ter decidido acompanhar Fernando Pessoa, passados nove meses. Não ficou cá para assistir ao avanço do fascismo na Europa e ditadura de Salazar. "Então vamos, disse Ferando Pessoa, Vamos" Nem tão pouco ao nascimento do seu filho com Lídia.
Mas isto claro, não foi mas poderia ter sido assim.
Acredito que nem mesmo os não-leitores de Saramago, vão ficar indiferentes a este livro. Não é chato, maçudo, nem trata dos tão-comentados-temas-polémicos-típicos-do-autor. É uma viagem ao mundo heteronímico de Pessoa, em que Ricardo toma uma dimensão tão real que no fim é díficil acreditar que nunca tenha nascido.

segunda-feira, 8 de março de 2010

A preto e branco

As novas colecções já invadiram as lojas. Apesar do frio e sobretudo da chuva que insiste em não parar, já podemos fazer as nossas compras e antecipar a Primavera-Verão.
Ainda não dei um saltinho ao shopping para me actualizar, mas vi duas peças na Lolipop que adorei da Promod. Estas sabrinas e esta mala a fazer pandam, com um padrão e duas cores que gosto muito de conjugar: preto e branco.

Uma foto por semana (#05)

Concerto dos Black Eyed Peas @ Pavilhão Atlântico em 2005.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Posso não ganhar o Super Blog Awards, mas estas coisas já ninguém me tira

"Boa noite,
Desde o inicio das votações no Super Blogs Awards que fiz uma lista dos blogs que iriam merecer o meu voto. Na categoria "Generalista" o seu é um deles. Parece-me ser um dos mais interessantes/originais que lá estão. Parabéns pelos conteúdos. Espero que continue o bom trabalho (...)"

*Parte da mensagem recebida via facebook. Agradeço ao Nuno. A resposta já seguiu pelo mesmo caminho.

" Malinha, já votei em ti. Espero que sejas uma das finalistas, adoro o teu blogue, passo aqui todos os dias apesar de não comentar muitas vezes. Os teus textos são uma inspiração"

*Bigada à/ao anónima(o) pelas palavras. Gostei muito ;)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Filmes (#32)

As expectativas estavam altas, depois deste filme, a fasquia subiu. Ter o George Clooney no elenco é sempre uma boa razão para ir ao cinema. Nas nuvens, onde encarna Ryan Bingham, um consultor cuja função é despedir empregados de várias empresas dos Estados Unidos.Viajando apenas com uma mala de conveniência e prestes a atingir as milhas que sempre desejou, vê o seu estilo de vida ameaçado por uma colega e a evolução da tecnologia.
Não sendo daqueles filmes que particularmente amei, atrevo-me a categorizá-lo como um filme dos dias de hoje. Primeiro pela relação humana vs tecnológica. As proporções pela negativa atingidas actualmente, onde se chega a terminar relações via email ou sms. Aqui, onde se pretende dispensar empregados o mais breve possível sem ter que dar a cara e razões para tal. Segundo pelo conceito de liberdade. Um homem que vive ao sabor do vento sem criar raízes e ligações, que quando desce das nuvens se apercebe que viver sem bagagem é ser apenas um parêntesis.

"How much does your life weigh? Imagine for a second that you're carrying a backpack. I want you to pack it with all the stuff that you have in your life... start with the little things" (Ryan)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Uma foto por semana (#04)

Os meus budas. À parte do meu gosto pela cultural oriental, também adoro budas. Estes não são muito grandes (ainda tenho um de menor dimensão) e estão numa das mesinhas-de-cabeceira do meu quarto. Ando a "namorar" um bastante grande que vi numa loja e quando re-organizar a decoração vem para cá.