quarta-feira, 17 de março de 2010

"Já ninguém morre de amor"

"Dizem que já não há paixões impossíveis e fatais, que isso são coisas do passado...Mas só o dizem porque não conhecem a história dos Palma Lobo!"

Pela mão do (fantástico) Domingos Amaral, temos a saga desta família. Roberto, Álvaro, Jorge e Salvador, quatro gerações que carregam um único destino: morrer de amor! Uma odisseia que nos leva a Moçambique, ainda em finais do século XIX, onde Roberto Antunes Palma Lobo, inicia uma linha de sucessão masculina, marcada por grandes loucuras e paixões. Bisavô de Salvador, passa ainda por Lisboa e Grandôla, onde se suicida com o desgosto da mulher ter partido com outro homem. Deixa-o, assim como o filho Álvaro, avô de Salvador. Traumatizado pela história dos pais, casa-se três vezes tendo ainda um sem número de amantes. Violento, agressivo e transgressor morre em Grândola "fornicando com uma camponesa". Fica orfão Jorge, pai de Salvador. Conhece a mulher em Lisboa, nasce Salvador e pouco depois mudam-se para Grândola. Com a chegada do 25 Abril e a invasão dos comunistas (que se apoderam da herdade da família), emigra para o Brasil. Apaixona-se. Suícida-se por amor? Não, foi o amor que o matou. Melhor, quem não permitia este amor. Salvador regressa a Portugal, casa-se também três vezes. Morre de amor por uma quarta.
Não sendo propriamente uma obra-prima, é um romance viciante. Li-o em apenas dois dias. Queremos sempre saber o que acontece depois. Intrigas, confissões e muito suspense. Não provoca lágrimas. Algumas gargalhadas e algum aperto(zito) no coração sim. Bem escrito, bem estruturado. Gostei. Recomendo.

*E a questão fica no ar: será que hoje em dia ainda se morre de amor? Hum? ;)

14 comentários:

Cat disse...

Morrer de amor? Naaa. Isso é coisa de antigamente. Hoje em dia, já se faz tão pouca coisa por amor, quanto mais morrer, essa coisa tão chata! :P [ Ando mesmo pessimista!]

anf disse...

hoje morre-se por falta dele.

Mariana disse...

concordo com o comentario acima, hoje morre-se por falta dele

bj malinha

Poetic GIRL disse...

Pois realmente é uma boa questão... acredito que a falta dele possa realmente desesperar alguém. Mas daí a escolher morrer... quer dizer, e outros amores? é sempre uma solução para esquecer aquele que nos mata aos poucos, não será? bjs

Pinkk Candy disse...

não sei responder, e é melhor nem saber! mas acredito, sim acredito, que sim. mas isso são sinais de depressão julgo eu, porque para as pessoas saudáveis, a vida continua.
digo eu...que não sou entendida na matéria.
o que sei é que há pessoas que sofrem muito por um amor, e outras que acabou, não sofrem nada, e partem para outra.

xoxo

Anjo De Cor disse...

Não mata mas doi....
Beijinhos e bom fds ;)

Mimi La Rose disse...

Morre um bocadinho dentro de nós...

e ainda dói muito...

Malinha viajante disse...

Cat: Pessimista ou não, I agree! Morrer é mesma aquela coisa tão chata, há que aproveitar e não desperdiçar a vida com quem (provavelmente) não merece vero? ;)

Ana: Aqui no livro também. A expressão morrer de amor, quer na maior parte das vezes dizer que pela falta dele, a vida não fazia mais sentido.

Malinha viajante disse...

Poetic Girl: Sim na teoria é a melhor opção. Infelizmente há alguns que não conseguem superar as desilusões e arriscam no caminho mais fácil. Continuar a viver e ultrapassar os obstáculos é só para os corajosos ;)

Pinkk: Depende de pessoa para pessoa, concordo.

Mimi: Noto nas tuas palavritas uma ligeira mágoa ;( Força querida!

Miss Apuros disse...

Lá doer doi algumas vezes mas ninguem morre disso :p

Just Me...S disse...

Amei, mas leste "Dormindo com Salazar?"

Beijoca doce

Malinha viajante disse...

Just Me: Querida é "Enquanto Salazar dormia". Sim já li, amei...é um dos meus livros favoritos ;)

Anónimo disse...

Eu cá AMO ouvir aquelas histórias do cão que morreu logo a seguir ao dono; ou do Marido que se foi passado 1 mês da sua Querida abandonar este mundo...Acho delirante, gosto muito de pensar nesse Amor/Amizade/Companheirismo que liga duas almas...Acho demais, acho que isso é vida! :D

Mas também adoro as pessoas que têm garra para viver, mesmo depois desses momentos...agora juntarem-se novamente com alguém, já torço o nariz.

Malinha viajante disse...

Anónimo: True ;) É lindo e triste ao mesmo tempo morrer-se de amor.
Depois claro, há que valorizar quem passa por essa situação, se agarra à vida em memória da cara metade e nunca mais encontra ninguém para ocupar o seu lugar!
OMG, estou tãooooo lamechas ehehehe
;)