segunda-feira, 5 de abril de 2010

The Great Gatsby (O Grande Gatsby)

F. Scott Fitzgerald, autor do conhecido livro "The curious case of Benjamin Button", retrata nesta obra a vida americana pós-primeira guerra mundial. É em Long Island, Nova Iorque, que o protagonista é "usado" como crítica por parte do autor ao "sonho americano". Nick Carraway é assim,um testa-de-ferro para Scott se auto-retratar e expôr os seus ideais de vida. Fascinado pelo glamour da época, pela facilidade com que se constituiam grandes fortunas (propiciadas pelo fim da guerra, onde muitos produtos escassearam, outros proibídos, logo grandes oportunidades de negócio) e pelo materialismo exacerbado e a falta de moral e humanidade dele derivados.
É pois, na sua relação com o vizinho Gatsby, um homem extremamente rico, famoso pela sua casa e grandes festas que nela dava, que Nick assiste ao maior drama humano: a solidão. Gatsby, que todos os sábados recebia centenas de convidados na sua mansão, alimentava o sonho de que numa noite o seu grande amor, Daisy voltasse. Com a ajuda de Nick, reencontram-se. Mas Daisy está casada e Tom (o marido), não vai permitir que Gatsby leve a melhor. E sai realmente vencedor. Gatsby é assassinado por engano. Para proteger Daisy. Esta que acidentalmente atropelara Myrtle, mulher de Wilson e amante de Tom. Rodeado de multidões, mais sozinho que nunca. Apenas três pessoas compareceram no seu funeral: Nick, Mr. Gatz (pai de Gatsby) e "Owl Eyes", um frequentador das suas festas.
Este livro encontra-se no top das melhores novelas do século XX. A relação entre fortuna/solidão também é de hoje, em pleno século XXI. Em que para atingir os fins, todos os meios são usados. A facilidade com que se descartam pessoas e sentimentos, cresce a um ritmo alucinante. Numa linguagem nem sempre fácil de rapidez de leitura, é pegar nele e identificar gentes do nosso quotidiano em cada personagem.

11 comentários:

Pinkk Candy disse...

pelos vistos os anos e as épocas passam, mas a essência de certo tipos de pessoas permanece.

Salteador de Momentos disse...

Apresentação muito boa do livro, bastante cativante. No entanto, dado que não conheço o autor, gostaria de saber se há preocupação do mesmo em descrever o ambiente envolvente da história.

Parabéns pelo blog.

Rita G. disse...

Estudei esse livro na faculdade e gostei bastante. É incrível como as grandes histórias são intemporais. Bj:-)
Só mais uma coisa, gosto imenso da forma como apresentas os livros:-)

Poetic GIRL disse...

Está na lista de livros a ler... bjs

Mãe do Piki disse...

Tenho este livro porque o estudei na escola. Gostei bastante...

CG disse...

As pessoas estão cada vez mais solitárias e materialistas. Esquecem-se do que realmente é importante.
Big Kisses

Malinha viajante disse...

Salteador de Momentos: Bigada! O livro é mais centrado na temática que escrevi no post, mas sim faz algumas referências à época sobre a vida nos Estados Unidos.
Se gostas de livros sobre épocas, vê os dois últimos que falei "Já ninguém morre de amor" e "O ano da morte de Ricardo Reis". Posso também dar-te mais alguns nomes de alguns que li se quiseres.
Bem-vindo já agora ;)

Malinha viajante disse...

Rita G.: True.
Oh...bigada ;)

Mãe do Piki: Bem-vinda ;)

Anónimo disse...

Nunca li nada deste autor!
Já disseram mais digo também:adoro a forma como escreves e falas dos livros!!`
*Beijinhos*
Maria

Anónimo disse...

Nunca li nada deste autor!
Já disseram mais digo também:adoro a forma como escreves e falas dos livros!!`
*Beijinhos*
Maria

Just Me...S disse...

Tal como já te tinha dito: adoro este livro! :)