domingo, 7 de fevereiro de 2010

Do meu lado tradicionalista

Gosto de tradições. Gosto do seu encanto e do lugar que ocupam na minha vida. Muitas vezes me dizem que devo ter uma costela invulgar por gostar e manter certos hábitos, contrastando com a minha aparência moderna, citadina e "pipi"*. Há coisas que não me convencem por mais que a tecnologia e a ciência evolua. Talvez seja por eu ser de letras...ou talvez não. Isto de quererem alterar por completo a magia de certas coisas de que gosto muito, provoca-me uma certa urticária. Como já tudo ou praticamente tudo foi inventado, foram numa de inventar o ipad. Desculpem lá mas isto faz algum sentido? Tenho para mim que o chinês que inventou o papel e o Gutenberg devem estar neste instante às voltas na tumba. Do que eu gosto é de ir ao quiosque ou à minha papelaria e comprar o jornal. De chegar a casa e ler as notícias na minha mão e sentir o papel. O mesmo se aplica às revistas. E aos livros. Não sei se serei capaz de ler um livro num computador. Nunca digo nunca, (é daquelas palavrinhas que foi censurada no meu dicionário) mas vai ser complicado para me convencer. Lá está eu gosto do papel, de lhe tocar, de ler o que lá está escrito, já basta fazer algumas consultas on-line (onde muitas vezes imprimo para conseguir ler tudo), usar o mail e as redes sociais que sim dão imenso jeito para manter o contacto. Agora passar a ler tudo desta forma, não gosto, não quero e não quero! E se algum engraçadinho vier com uma ideia estapafúrdia de acabar com o papel, é favor organizar um motim ou um protesto.

* que é como quem diz: uma-mistura-de-betinha-com-uma-pitada-de-tia ;)

16 comentários:

Dreamer Girl disse...

Caso decidam acabar com os livros impressos e organizares um motim... passa no meu blog a avisar que eu participo! Se há coisa que me faz extrema confusão é deixar de ler livros em papel para ler no computador... um livro de papel tem um encanto especial, diferente :)

Vanessa Souza Moraes disse...

Quero comprar um Kindle mas nunca desistirei do papel.

Olhos Dourados disse...

Eu confesso que quando vi pela primeira vez desejei ter um, mas acho que não sou capaz de gastar dinheiro numa coisa só com essas capacidades.

Rita G. disse...

Concordo contigo. Gosto de comprar livros, revistas, passar as páginas...não sou nada de gadgets e há coisas que não me convencem mesmo! Bj:-)

J.J. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
J.J. disse...

O Ipad só é bom para viagem, porque vc não precisa levar papéis e papéis. Vc só necessita de ter em mãos um livro digital para passar o tempo.

Agora no dia-a-dia não dispenso o cheiro e o tato do papel!

Pinkk Candy disse...

Neste caso tenho que concordar com o J.J., para viagens e fora de casa é óptimo! Ainda me lembro das carradas de livros que carregava no meu tempo de faculdade, quem me dera ter tipo um ipad, ou kindle, nessa altura!!!
E o futuro, pois, quem sabe, para poupar papel, poupar as árvores, só se inventarem papel de outro material!
Eu tenho muita pena que o papel se estrague, e tenho tanto cuidado com os meus livros, mas alguns já estão em mau estado, pelo passar do tempo, o que me parte o coração!

xoxo

sakura disse...

Assino por baixo deste texto _Malinha.
Ainda no fim de semana passado andei por Lisboa e visitei inúmeras livrarias... O cheiro do papel, o gesto de folhear, a magia que evocam, os segredos que encerram os livros...onde é que vamos ter isso num ipad??

Bjinhos***

Poetic GIRL disse...

Já escrevi um post sobre a tecnologia que tinha mesmo como base o ipad. A mim também não me convence mesmo. A mim quem me tira os livros, revistas, o poder tocar, cheirar... nem pensar... bjs

san(T)os disse...

concordo em parte. Não podemos levar isto a extremos, e o papel faria muita falta. Mas há alguns aspectos positivos. Um deles chama-se poupar a natureza... Imaginemos as quantidades de árvores que poupariamos. Depois de uma invenção destas, é um luxo um pouco egoísta continuar a destruír árvores que tasnta falta nos fazem. A não ser que agora tudo se fassa com papel reciclado, o que duvido muito. Se não aconteceu até agora, não é a partir de hoje que os senhores empresários mundiais vão começar a recicalr mais papel...

E o outro aspecto positivo é que pouparia, no caso dos estudantes, muitas doenças nomeadamente osteoperose e todas as derivadas da coluna. O peso ordinário de 15kg de livros diário ficaria resumido a um ipad de pouco mais de 500 gramas. Era bom.

Mas o cheiro das folhas de papel de um livro novo é tão tentador...

Malinha viajante disse...

Dreamer Girl: Deal ;) Acho um pouco dificil acabar definitivamente com o papel, mas temos que marcar posição right? ;)

Rita G.: Até acho uma certa piada aos gadgets mas tudo quanto é demais enjoa!

Malinha viajante disse...

J.J: Sim em viagem talvez seja mais confortável pela questão de espaço e peso, mas deixo aqui uma questão: e a magia de comprar livros nos sítios que se visita? De descobrir livrarias e pequenas lojinhas recheadas de livros e trazer alguns de lá hum? ;)

Pinkk: Os livros da faculdade são mais que muitos é verdade, mas não trocava o incómodo de os levar pelo leve peso do ipad. Crazy? Pode ser que sim, mas nunca me importei.
Poupar papel e consequentemente árvores? Fácil: papel reciclado!Sempre usei desde os tempos de escola ;)

Malinha viajante disse...

sakura: Essa magia só existe mesmo nos livros ;)

san(T)os: Como já respondi a outra leitora, papel reciclado ;) Já uso há imensos anos. É uma questão de hábitos que tem que ser implantada. Hoje que tanto se debate sobre questões ambientais, é a altura ideal para se falar (ainda) mais da reciclagem.
Adoro o cheiro de um livro novo, é algo inexplicável ;)

_+*A Elite in Paris*+_ disse...

Adoro novas tecnologias por tudo e mais alguma coisa MAS ainda não gosto de ler livros num ecrã. Folhas, folhas, isso é que é bom! :)

Beijo meu ♥,

A Elite

Anónimo disse...

Também não estou totalmente convencida,quando chegarem logo vejo!!Grande post,como sempre :))
*Beijinhos*
Maria

Cat disse...

Querida, revi-me tanto mas tanto neste texto! Sou como tu e apesar de conseguir ser moderna, há coisas que não me convencem nem me hão-de convencer nunca. Esse é uma delas, sim. Não gosto da aderência massiva a tudo o que seja mais rápido, mais eficaz, mais super último gadget, esquecendo o prazer das coisas, por si. Beijinho