ps- Caros consumidores, pois que uma caixa rápida é para quem leva umas coisinhas no carro, não é para quem está a fazer as compras do mês ok? ;)
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
4 da tarde? Hora de fazer compras
Por norma, às 4 da tarde seria uma hora perfeita para ir ao supermercado. Mas parece que hoje não era desses dias, tenho a sensação que de metade dos habitantes aqui da minha zona decidiu fazer exactamente a mesma coisa. Resumindo: esperar uma eternidade no talho e para cúmulo não trazer as coisas. A senha já dizia "não-sei-quantas-pessoas-à-sua-frente". Ok, vou buscar mais algumas coisas e já cá volto. Nada, nem um número despachado. Ok, vou ali cuscar a zona de decoração para me entreter, já cá volto. Nada, nem um número despachado. Quando me apercebo que durante este tempo todo, esteve um senhor a literalmente esvaziar o talho. Ele era frangos (juro-vos que nunca vi tanto frango junto), ele era bifes, ele era entremeadas...bom estavamos aqui o dia todo. Quando (finalmente) se deu por satisfeito, já levava um carrinho de compras cheio. Sim, aquele dos grandes só com carne. E pronto, pensava eu que agora era rapinho e tal, pensamento errado. Até que claro, perdi a paciência e vi-me embora para a caixa, porque senão era provavél que ainda lá estivesse. E pagar? Pois...quase que demorou mais que fazer as compras. Como só via carros e carros, cheios ainda por cima à minha frente, e para não gritar "ó seus estúpidos, isto é uma caixa rápida! Precisam de dicionário para saber o que significa??" limitei-me a pedir se me podiam deixar passar à frente visto que levava muito menos coisas. Simpáticas as pessoas sim, e deixaram-me passar. Sai uma pessoa a bufar duplamente do supermercado, pois amanhã tenho que lá voltar para trazer o que faltou.
sábado, 3 de setembro de 2011
Fim-de-semana atarefado?
Oh, nem por isso. Vejamos: tenho dois artigos para escrever e um para terminar; a preparação de uma (possivel) crónica; compras para fazer no supermercado; adiantar o mais possível um livro emprestado que estou a ler, pois tenho que o entregar para a semana e ah também queria ir apanhar um "arzinho na venta" se for possível claro.
Ora então bom fim-de-semana.
Ora então bom fim-de-semana.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Últimas leituras aka (pequena) review
Já (vos) tinha dito no facebook e ei-las: as últimas leituras, feitas este Verão. Começamos pelo livro do Pissódino Cachapa, "O Mundo branco do rapaz coelho". Nunca tinha lido nada deste autor e algumas review's que li sobre ele despertaram-me a curiosidade. E depois claro, o título parecia muito apetitoso, muito Alice nos País das Maravilhas. Não sei se era mesmo esse o objetivo e ainda dar-lhe um toque de Murakami, mas a verdade é que detestei o livro. Não foi não gostar, aquela parte ali e a outra acolá não sei bem...foi mesmo achá-lo "um sem nexo, sem nexo nenhum". Porque há obras sem aquilo que achamos sem pés nem cabeça, mas com todo o sentido. Esta não, na minha opinião claro está.
De seguida "O Tigre Branco" e "Orlando", que foram dos livros que mais gostei de ler. O primeiro é simplesmente magnífico, diria quase um "filme em modo escrito", porque enquanto o lia imaginava todas as paisagens, o diálogo dos personagens, a própria cara deles. Um retrato da Índia, com tanto de humor que às vezes até nos esquecemos que "aquilo" é mesmo real. O segundo, ok basta dizer Virgina Woolf. E aquele "sem nexo com todo o nexo" é "Orlando". Ora, ninguém vive mais de 300 anos, nem acorda de um dia para o outro passando de homem a mulher. Mas Orlando poderia ser eu, vocês, o vosso colega do lado, qualquer pessoa...ele/a simplesmente é humano e Virgina explora ao máximo toda essa consciência. Já tanto se disse que este livro (depois de lido) se torna-se um verdadeiro fetiche literário. Ok, confesso: guilty!
De seguida "O Tigre Branco" e "Orlando", que foram dos livros que mais gostei de ler. O primeiro é simplesmente magnífico, diria quase um "filme em modo escrito", porque enquanto o lia imaginava todas as paisagens, o diálogo dos personagens, a própria cara deles. Um retrato da Índia, com tanto de humor que às vezes até nos esquecemos que "aquilo" é mesmo real. O segundo, ok basta dizer Virgina Woolf. E aquele "sem nexo com todo o nexo" é "Orlando". Ora, ninguém vive mais de 300 anos, nem acorda de um dia para o outro passando de homem a mulher. Mas Orlando poderia ser eu, vocês, o vosso colega do lado, qualquer pessoa...ele/a simplesmente é humano e Virgina explora ao máximo toda essa consciência. Já tanto se disse que este livro (depois de lido) se torna-se um verdadeiro fetiche literário. Ok, confesso: guilty!
sábado, 13 de agosto de 2011
The Printed Blog Portugal
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
O Facebook e Pessoa
"Se no tempo de Fernando Pessoa houvesse Facebook, então é que a arca nunca mais acabava. E os pessoanos estudariam cada like, com afinco, procurando as motivações literárias e as personalidades escondidas naquele gesto espontâneo. E as partilhas. Talvez aquela Oração que circula por aí,, da Banda Mais Bonita da Cidade, lhe despertasse os sentidos, ou pelo menos a um dos heterónimos. Ai, se a equipa do Mark Zuckerberg descobrisse os heterónimos iria logo classificá-los como perfis falsos, e lá se ia o mural do Álvaro de Campos. Talvez não dessem por nada. E só anos mais tarde os pessoanos mais aplicados encontrariam um perfil falso sem amigo nenhum, mas pessoanamente genial.
Sim, o Álvaro de Campos seria o mais torrencial. Partilhas em catadupa, remissões para o blogue, momentos de grande euforia e habilidade informática. O Ricardo Reis publicaria, rigorosamente, um post por dia, e só aceitaria amizade de pessoas com quem privasse. O Alberto Caeiro não seria informaticamente dotado, mas até acharia graça à coisa. O Bernardo Soares gostaria mais do Twitter. Nenhum deles teria cinco mil amigos, nem mesmo o Fernando Pessoa ortónimo , sobretudo por uma questão de timidez, apesar de passar demasiado tempo no chat com Ofélia. Todos os posts de amor são ridículos.
Imagine-se o manancial de informação arquivado. As publicações do mural. O Almada Negreiros seria um dos mais fervorosos frequentadores, com considerações e discussões acesas. Até ao dia, claro está, em que via a conta bloqueada, por denúncia de Júlio Dantas, que considerou aquela história do "Pim!" indecorosa e imoral o seu mural.
Quando inventaram a revista Orpheu criariam um evento, a que poucos amigos ligaram. Mas eles insistiram muito. Até criaram um site onde publicavam apenas parte dos conteúdos... Quem quisesse ler o resto que comprasse a revista. Contudo, o volume três teria apenas sairia em edição digital, com grafismo do Almada e ciberarte do Amadeo.
Todos choraram muito a Morte de Mário de Sá-Carneiro. De Paris, ele já tinha colocado uns posts que sugeriam a depressão, mas ninguém poderia esperar aquilo. O Mural encheu-se de comoventes mensagens de despedida. Alguns até lhe dedicariam poemas.
Quando Fernando Pessoa morreu, misteriosamente, Ricardo Reis continuou ativo, a publicar os seus posts diários. Quem descobriu isso foi esse tal de Saramago, que o matou anos mais tarde".
Sim, o Álvaro de Campos seria o mais torrencial. Partilhas em catadupa, remissões para o blogue, momentos de grande euforia e habilidade informática. O Ricardo Reis publicaria, rigorosamente, um post por dia, e só aceitaria amizade de pessoas com quem privasse. O Alberto Caeiro não seria informaticamente dotado, mas até acharia graça à coisa. O Bernardo Soares gostaria mais do Twitter. Nenhum deles teria cinco mil amigos, nem mesmo o Fernando Pessoa ortónimo , sobretudo por uma questão de timidez, apesar de passar demasiado tempo no chat com Ofélia. Todos os posts de amor são ridículos.
Imagine-se o manancial de informação arquivado. As publicações do mural. O Almada Negreiros seria um dos mais fervorosos frequentadores, com considerações e discussões acesas. Até ao dia, claro está, em que via a conta bloqueada, por denúncia de Júlio Dantas, que considerou aquela história do "Pim!" indecorosa e imoral o seu mural.
Quando inventaram a revista Orpheu criariam um evento, a que poucos amigos ligaram. Mas eles insistiram muito. Até criaram um site onde publicavam apenas parte dos conteúdos... Quem quisesse ler o resto que comprasse a revista. Contudo, o volume três teria apenas sairia em edição digital, com grafismo do Almada e ciberarte do Amadeo.
Todos choraram muito a Morte de Mário de Sá-Carneiro. De Paris, ele já tinha colocado uns posts que sugeriam a depressão, mas ninguém poderia esperar aquilo. O Mural encheu-se de comoventes mensagens de despedida. Alguns até lhe dedicariam poemas.
Quando Fernando Pessoa morreu, misteriosamente, Ricardo Reis continuou ativo, a publicar os seus posts diários. Quem descobriu isso foi esse tal de Saramago, que o matou anos mais tarde".
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