Não estive lá. Pus o assunto em dia agora pela net e o que mais que chamou a atenção foi simplesmente a quantidade de vezes que isto foi dito "estava lá tudo alegre, a beber e a conversar, parecia um segundo carnaval quando se tratavam de assuntos sérios". Ora, na verdade estes comentários até nem me espantam. A manifestação foi convocada não por um assunto sério mas de extrema gravidade: sim até somos uma geração (um pouco) à rasca. Mas esta nossa geração que vai para estes locais e vai fazendo as suas actualizações em telemóveis de última geração, tirando fotos com cameras no último grito da moda, que protesta porque não tem dinheiro suficiente para ir passar todas as férias ao estrangeiro, vestir roupas de marca dos pés à cabeça todos os dias não me parece que esteja no sítio certo. Talvez uma aulinha de poupanças e descer à realidade seja o mais adequado. Aqui e literalmente não deviam estar jovens que gastam todos os seus rendimentos para parecer bem e ser "melhor" que os amigos. A geração à rasca é aquela que como eu, desde que paga (todas) as suas despesas, teve que prescindir das compras semanais, andar mais a pé para poupar na gasolina e dar prioridade àquilo que realmente é importante. A geração à rasca, não é aquela que se apelida de muito independente, mas depois são os pais que pagam as contas. Como o Pedro Boucherie disse nesta entrevista, crise há em África, porque enquanto houver o estilo de vida que há no nosso país, a mim ninguém me leva em falinhas mansas.
Foi quiche vegetariana com arroz branco. Já andava há algum tempo com curiosidade para provar (diziam que era bom e tal) e ontem foi o dia. Não fui eu que cozinhei claro, já sabem que isto é demasiado para os meus (poucos) dotes e (pouca) paciência culinária, veio mesmo de um dos sítios do costume onde compro comida caseira e trago para casa.Estava muito bom sim senhora, deixo-vos com a prova do crime ;)

* À vossa ;)
Assim de soslaio, eis que olho para a barra dos meus queridos seguidores e vejo: ena só faltam 2 para serem 300. Mesmo tendo escrito muito pouco nestes últimos tempos é óptimo ter-vos por cá, bigada a todos!ps- Quando tiver (mais) tempo venho mandar uns bitaites sobre os vencedores de ontem.
Nunca tive. É muito vestido para download e teria que acrescentar muito comentário a cada uma das pecinhas. Para isso, ide dar um saltinho à Pipoca, que está lá tudo e serve para rir um bocado e descontrair depois do almoço ;)
Carro estacionado, dirigo-me para o multibanco. Cá fora temos um surfista acompanhado do seu boby, de calção e t-shirt que o tempo está quase veranil, de chinelo no pé é que não sei porque nem reparei. Lá dentro multibanco ocupado. Malinha espera a sua vez. Quase me pareceu que era o pai de um ex-colega de escola que lá estava, mas depois confirmei que não. E Malinha espera. O multibanco é só actualizações, papeís que saem, cartões e cadernetas a entrar. E Malinha espera. Mais barulho...oh espera é o multibanco de novo, actualizações, cartão, caderneta "Mas agora não dá para levantar?? Aiiiii" "E agora não actualizas?" E Malinha espera. O dito senhor se não ganhou o euromilhões, para ter tanta coisa que actualizar, devia estar a pôr em dia as contas da família toda, primos das aldeias incluídos. E quando finalmente lá sai (vai para o multibanco ao lado, claro que a saga deve ter continuado) ponho o meu cartão e a operação que queria fazer não está disponível...lovely!
Este fim-de-semana foi a desgraça e a segunda também não ajudou muito. Mais dois pares de sapatos prestes a estrear: umas botas lindas de morrer ( e a um preço que nem vos digo, oh saldos bendito vois vós) e uns oxford shoes já há muito na lista do "a adquirir" ;)
Vamos tirar as dúvidas quanto a isto (se afinal é bom ou não):
Pessoalmente já andava ansiosa para o ver e profissionalmente tenho um artigo/crítica para escrever sobre ele. "Da onda" sobre o que se tem dito e escrito sobre o filme (e atenção que ainda nem o trailer vi) quem nunca praticou um desporto de competição talvez não possa compreender determinadas atitudes e ambições. Ora como toda a gente sabe fiz patinagem artística durante vários anos. Acredito que não tenha vivido metade do que se passa nesta história, mas o certo é que temos dois factores comuns: mulheres e competição. Claro toda a gente também sabe (e nós mulheres principalmente) que haverá sempre disputas entre nós. No meu caso: eu e outra. Tudo muito bem até certo dia (que é como quem diz lá pelos meus 11, 12 anos) ter sido levada pela treinadora para integrar um clube. A partir desse momento, a "rainha do estaminé", que é como quem diz a melhor do sitio virou-me logo a cara. Antes até me tinha dado umas aulas e muito simpaticamente na escola onde treinava. Essa atitude era completamente desnecessária. Vejamos: apesar de sermos da mesma idade, ela estava muito mais avançada do que eu, logo medo que lhe roubasse o "lugar" hummm. Talvez tivesse sido os elogios da própria treinadora e de uma familiar da "outra" que fazia parte do clube sobre mim? Só sei que ela não me engolia mesmo, passo a expressão. As colegas apercebiam-se, a minha familia apercebeu-se, até ao ponto que me virou essa familiar contra mim (assim do dia para a noite). Eu nunca me senti em competição com ela, pura e simplesmente porque eu não estava ao nível dela. Sim eu era muito mais simpática que ela, sim era mais graciosa, sim era mais magra (ela também era magra, mesmo!)...mas de alguma forma se sentia ameaçada por mim. Até hoje nunca o entendi muito bem e apesar de já não a ver há alguns anos, sempre que nos cruzávamos na rua a reacção era a mesma: uma raiva inexplicável nos olhos dela. Talvez a minha insegurança (que convenhamos nessa altura era de rebentar a escala) também tenha ajudado e talvez o facto de me ter lesionado e ter tido que desistir a fizesse sorrir quando me via nos treinos sentada nas bancadas. That's it, darlings...Wake up, this is real life!