sexta-feira, 11 de junho de 2010

Mais respeito que sou tua mãe

Ontem para acabar da melhor maneira o feriado fui até ao Casino assistir ao “Mais respeito que sou tua mãe”.
Esta comédia encenada, adaptada e dirigida pelo Joaquim Monchique tem por base o texto de Henri Casciari. Imaginem só onde é que este argentino começou a escrever vários capítulos e histórias de uma família inventada por si… Isso mesmo: num blog! O sucesso foi tal que ao lhe ser atribuído o prémio de melhor blog do Mundo em 2005, foi adaptado ao teatro. E pela primeira vez, estreia-se fora da Argentina.
(Re)Escrita para a vida e costumes portugueses, esta família de classe média residente nos subúrbios de Lisboa (Baixa-da-Banheira), é governada pela mãe e dona-de-casa Esmeralda (Joaquim Monchique). Casada com Zacarias (Luís Mascarenhas), recentemente despedido da Lisnave e fanático pelo Benfica, teve três filhos. Cada qual mais sui-generis que o outro. O mais velho (Emanuel Santos), o orgulho de todos, estudante universitário, tanto assume num dia a sua homossexualidade, como no outro afirma não o ser. A filha de 17 anos (Rita Tristão da Silva), encerrada na chamada “idade do armário” e na verdadeira descoberta da sua identidade, gosta de “experimentar vários rapazes ao mesmo tempo” enquanto faz sessões de strip para um site americano. E o do meio (Tiago Aldeia) tem sérios problemas de higiene, ou melhor, falta dela, fuma droga que o próprio avô (Fernando Gomes) cultiva no jardim e auto-intitula-se como criador de verdadeiras obras de arte.
Uma família à portuguesa com certeza, numa deliciosa peça crítica e satírica onde a crise económica e social, os problemas da adolescência e da meia-idade se juntam à mesa da cozinha.
Ide ver, ide ver que é mais-que-recomendada.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Desafio(s)

Day One. Favourite Actor
Day Two. Favourite Movie
Day Three. Favourite Musician
Day Four. Favorite Book
Day Five. Favourite Food
Day Six. Favourite Song
Day Seven. Favourite TV Show
Day Eight. Pictures Of Your Room
Day Nine. Favourite Flower
Day Ten. Favourite Outfit
Day Eleven. Recent Picture Of Yourself
Day Twelve. Where Your Family Is From
Day Thirteen. Favourite Memory
Day Fourteen. Favourite Purchase Ever Made
Day Fifteen. Current Grades
Day Sixteen. Future Tattoos
Day Seventeen. A Childhood Picture
Day Eighteen. Favourite Board Game
Day Nineteen. Something That Made You Smile Today
Day Twenty. A 10+ Year Old Picture
Day Twenty-One. Favourite Movie Quote
Day Twenty-Two. Picture Of You On This Day
Day Twenty-Three. Favourite Music Video
Day Twenty-Four. Something Embarassing In Your Room
Day Twenty-Five. One Of Your Most Prized Possessions
Day Twenty-Six. A Picture From One Of The Greatest Days Of Your Life
Day Twenty-Seven. A Picture Of Where You’re From
Day Twenty-Eight. A Drawing
Day Twenty-Nine. Somewhere You Want To Visit
Day Thirty. Whomever You Find Most Attractive In This World

Encontrei-o por aí e trouxe-o comigo. As respostas sairão nos próximos posts ;)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Abram alas para o Mundial

Ele está a chegar, mesmo a bater à porta. A selecção já está refastelada na África do Sul, o Ruben Amorim já se juntou a eles (que chato afinal mais um benfiquista, coisa que incomodava tanto mas lá teve que ser não é mister?) e já fizeram um belo passeio para fazer amiguinhos entre os animais, neste caso os leões. Tudo ao som das vuvuzelas. Confesso que já não posso ouvir o nome, quanto mais a sua alegre e esganiçada melodia.
Falando de futebol propriamente dito, anseio pelo Portugal-Brasil. Não tenho nenhum feeling em concreto e sempre ouvi dizer que prognósticos só no fim do jogo.Mas uma coisa é certa: estaremos todos de olhos bem abertos e colados ao televisor, não é todos os dias que se joga com o Brasil, o nosso país-irmão e por quem torcemos sempre logo a seguir a Portugal.
Tudo isto ao som das vuvuzelas. Já vos disse que já não posso ouvir o nome, quanto mais a sua alegre e esganiçada melodia?
Já.
Pronto, então fica só como reforço de ideia.


terça-feira, 1 de junho de 2010

(In)Confidências

Diz que hoje é dia da criança.
Todos os anos, enquanto fui criança (e uns aninhos depois em que já tinha passado a etapa), adorava este dia. Primeiro porque "obrigava" a minha família a satisfazer-me algumas das minhas vontades. E segundo porque ansiava o presente que a minha avó me comprava. Não era nada de especial, nada de grandioso, era simplesmente uma pequena lembrança, um miminho escolhido por mim. E por incrível que possa parecer uma dessas prendas é das que mais recordo. Uma caneta. Repito. Uma caneta. Cor-de-rosa e branca, com um copo, uma palhinha e um ratinho em forma de boneco que se levantava e baixava conforme se carregava. Guardei-a durante anos e ainda a teria comigo se não se tivesse perdido entre as várias mudanças de casa que já fiz desde essa altura.
É claro que há que contextualizar este acontecimento no tempo, grande falha minha. Estavámos nos primeiros anos dos anos 90, onde as crianças ainda eram crianças. Onde se brincava à apanhada no recreio. Ao macacaquinho do chinês e se saltava ao elástico, onde posso confessar que era mesmo pró. Onde se partilhavam as gorila e se molhava o chupa-chupa nas petezetas. Onde ao som do primeiro toque, obedeciamos à chamada da Dona Guida e entravámos calados e ordeiramente na sala de aula. Onde a professora nos ensinava as letras, os números e a regras da boa educação.
Hoje passados mais de quinze anos, o meu irmão só sabe jogar à bola e às lutas. Por ele, as tardes são passadas entre a playstation, o gameboy e o Magalhães. Não sabe estar quieto e calado nas aulas. Responde aos professores, fala das personagens dos Morangos com açúcar como se fossem reais, já teve mais castigos e já disse mais asneiras que eu em vinte e cinco anos de vida. Diz que as meninas só sabem falar de maquilhagem, das marcas de roupa e que os pais têm que fazer o que elas mandam, senão não cumprem a lei e os direitos das crianças.
Duvido que eles alguma vez façam colecção de canetas como eu fiz. Ou de cromos ou de porta-chaves. E de folhas fofinhas. E que ao receberem uma a mais para a colecção, achem isso o melhor presente do Mundo.

sábado, 29 de maio de 2010

Updates

Oi? Alguém por aí? Por aqui sim, deste lado do ecrã vai-se andando.
As reclamações que tenho recebido "então vou todos os dias ao teu blog e não há nada de novo? Não pode ser, tens que escrever", foram várias. Ouvidas e apontadas. O problema é que não tem havido muito tempo e sim pouca paciência. Decidi então enxotar a preguiça e por-vos a par dos acontecimentos mais interessantes.
Cortei o cabelo e actualizei o escadeado. Está um mimo!
Continuo com uma vontade louca de pintar as unhas de roxo. Temo que o desejo tenha que ser rapidamente satisfeito ou arrisco-me a que numa destas manhãs acorde com uma ligeira variação no tom de pele. Comprei um casaquinho que é uma belezura e quem me assenta que nem uma luva.
Já acabei de ler o livro de cabeceira. Aquele da imagem mesmo ali na barra lateral direita, que vai sendo actualizado e blá blá blá, vocês já têm a matéria sabida. É uma compilação de todas as crónicas do Ricardo que sairam nos últimos dois anos na Visão. Muito bom portanto. Especialmente para quem gosta de política (me, myself and I de bracinho no ar) é de leitura obrigatória. É sempre bom apanhar um ou outro detalhe que nos tenha escapado e ver as coisas de diferentes ângulos.
Não tenho ido ao cinema (sei que neste momento devem estar terrivelmente embasbacados, mas é a mais pura das verdades), por isso a lista "a ver" cresce a olhos vistos. Aqui por casa, hoje vi "Les uns et les autres", que me transformou numa autêntica torneira que só há pouco consegui fechar. Magnífico, magnífico e magnífico. (comento num próximo post deal?)
E ainda conheci um giraço num encontro mais ou menos profissional, que em vez de estar preocupado com quem deveria falar e acertar pormenores, preferia saber detalhes da minha vida pessoal, o meu número de telefone, email e companhia limitada.
Por agora c'est tout. Desligo e mando um beijinho bom.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A cabra secreta que há em nós (parte III)

Algumas de nós podem sentir dificuldade em assumir que o termo “cabra” para si próprias. Podemos pensar que fazê-lo reforçaria a imagem negativa que as mulheres afirmativas carregam consigo há anos. Isto é: se digo o que penso sou uma cabra” (pág.33)
Já vimos no post anterior que não. A conotação negativa só nos atinge se não houver respeito e educação. A verdadeira cabra que há em nós não é mais do que um auto-elogio à nossa determinação.
Pensemos agora na mesma situação mas se fossemos homens. “O que se chama a um homem que fala por si próprio, que é exigente consigo e com os outros, um homem que se comporta como qualquer cabra com respeito por si própria se comportaria? Um sucesso” (pág.35) Nem mais! O que nos leva a concluir de tudo passa por um pequeno problema de género. De que o “o” ainda se impõe sobre a “a”.

Culpados? Ou deverei escrever culpadas? De um lado da balança temo-nos a nós mulheres, sim algumas de nós mulheres que não suportam o sucesso umas das outras. Do outro lado temos o típico homem-machista-preconceituoso-antiquado-que-ficou-parado-no-tempo-em-que-as-mulheres-não-tinham-direito-a-vontade-própria.Ponha o dedinho no ar quem não se cruza pelo menos uma vez por dia com algum destes exemplares. Recorrer à cabra secreta, é saber de antemão que estamos sujeitas a comentários e críticas mas que sem ela não conseguiremos atingir o que queremos, precisamos e desejamos.


sábado, 22 de maio de 2010

Filmes (#36)


Uma comédia cai sempre bem. Para descontrair numa sexta à noite, rir um bocado...
Pelo meio temos uns tiros e umas perseguições nas ruas de NY. Uma noite atribulada não restam dúvidas, que termina pelo melhor.
Girito e engraçado, vale a pena ver.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Maio, portanto...

Ou muito me engano ou por estes dias faz mais calor que muitos em pleno Verão.
Não gosto. Explico porquê. Ele só é bom quando se está na praia. De chinelo no pé e bikini.
Com a minha indumentária "pipi", pois que sair de casa toda bonitinha, de camisa e sapatinho e tralálá tudo nos conformes e passado menos de dez minutos ficar inundada...é para ficar chateada concerteza que é! E uma brisa ó São Pedro? Assim daquelas só mesmo para refrescar será que mandas?