sexta-feira, 24 de julho de 2009

(In)Confidências

Se há coisa que gosto de ouvir quando visito o meu avô , são as histórias que conta. Principalmente as amorosas e os seus devaneios. As mil e uma conquista que fez e os corações que por aí anda a partir.
Desta última vez fiquei a conhecer mais duas. Há uns anos, uma senhora que já passava a casa dos 60, pediu-o em casamento e para juntarem os trapinhos na sua casinha de 9 assoalhadas em pleno centro de Lisboa. “Até era simpática, inteligente e tinha boa figura mas não fazia bem o meu género e eu disse que não aceitava” disse o meu avô. Eu, já quase engasgada com o almoço não conseguia parar de rir. “Ela apanhou um desgosto. Andava sempre atrás de mim e não se calava com aquela conversa. Tive que terminar logo ali o assunto”.
Com esta fora do baralho, segue-se a próxima. “Já te contei aquela da senhora do carro?” “Acho que não, avô, mas também com tantas se calhar já não me lembro”. E desatámos os dois às gargalhadas. “Essa veio-me convidar para ir com ela dar uma volta de carro por Espanha. Parece que queria ir a Madrid e a Barcelona e mais não sei onde. Chegou-se ao pé de mim e disse que tinha comprado um carro novo de propósito, que era para eu o estrear e depois irmos passear”. E sai-me logo” Mas que assanhadas”. “Assanhadas? Nem fazes ideia, elas aos novos fazem-se de santas mas são muito mais atiradiças que as novas. Querem mostrar que têm companhia”.
Não há dúvida de que qualquer dia lhe atribuem o prémio de “Don Juan Lisboeta”.
Já faltou mais.

terça-feira, 21 de julho de 2009

A sala de espera


Vivemos numa sala de espera. Chegamos. Pensamos. Desejamos. E esperamos que vida se encarregue de realizar os nossos sonhos. Perdemos demasiado tempo à espera, mas é inevitável não passarmos por ela. Todos procuramos algo. Algo que nos faça feliz. Queremos o homem perfeito, a profissão certa, a família ideal, a vida de sonho. E nunca estamos satisfeitos, procuramos sempre mais e mais. Porque a felicidade plena é o limite. Mas essa por mais que a procuremos sempre nos escapa. Há sempre algo que falha. A vida não é perfeita. Nós não somos perfeitos. Enquanto ela vai passando, nós continuamos lá…na sala de espera. Esperamos que uma estrelinha brilhante venha, nos bata à porta e diga “Aqui está a tua felicidade, tudo o que sempre quiseste, já podes deixar o teu lugar na sala”. E nem uma vida inteira chegaria para a abandonarmos. Já nasce connosco. Vai certamente morrer connosco. O mais importante nisto tudo? É que a vida é aquilo que nos acontece enquanto estamos ocupados a fazer outros planos. É o presente. O passado já foi, o futuro é incerto.” E tu o que fazes?” Eu vou tentando. Vou tentar viver “só” no presente.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Detalhes

"Tive sempre como axioma que as pequenas coisas são infinitamente mais importantes que as grandes".
(Sherlock Holmes)

terça-feira, 14 de julho de 2009

domingo, 12 de julho de 2009

Descanso a não descansar

Esta semana vai ser de descanso…ou não! Vai ser praia, cinema, a ida finalmente aos saldos e acabar de pôr a leitura em dia. Por outro lado, há que passar o cesto enorme de roupa que já se acumulou a ferro e começar a preparar o novo trabalho que me espera na próxima segunda.
Vou andar por aí e de igual forma por aqui, porque não vou sair de terras Lusas.

:))

sábado, 11 de julho de 2009

Levante o braço quem tem...

…uma vizinha entre metro e dez, metro e vinte que grita mais alto que a mãe (que não fala propriamente baixo), que o pai e o irmão juntos e faz eco em toda a vizinhança?

*o meu braço está levantado.


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Primeiras impressões dos 25

Continuo com carinha de 18. Não engordei nem cresci. A conta bancária engordou uns euritos. Já me pedem uns netinhos que na realidade seriam bisnetos. Mais que confirmado que fazem parte da minha vida as piores mas também as melhores pessoas que se pode conhecer. Que a inveja desperta nas pessoas atitudes que nunca irei perceber, mas que me fizeram finalmente entender o sentido de “o que não nos mata faz-nos mais fortes”. A família somos nós que a fazemos e que pessoas sem o nosso sangue podem entrar nela pela porta da frente. Que o caminho é para a frente e que são e 25 e há que aproveitar.
E que a data merecia alguns mimos especiais!