São precisamente 22:07 e escrevo este post complemente a quente, nem 5 minutos passados sobre o fim da leitura. Crescer é realmente uma experiência sem igual. Não sabemos exactamente como é, o que nos espera até vivermos esse tempo, por muito que nos expliquem. Não é só o nosso físico que muda, é sobretudo o nosso espírito, a nossa alma. A nossa capacidade de sentir, de viver, de sonhar…Posso dizer que falo por mim que até há poucos anos no meu próprio dicionário a palavra sentir, na sua verdadeira essência, ocupava um lugar muito pequenino e recôndito. Poucas são as pessoas que comigo convivem que alguma vez me viram chorar em público. Eu não me via (muitas vezes) a chorar comigo mesma, muito menos a ler um livro. E muito menos que esse livro fosse sobre uma grande história de amor. “Mas apostamos que no cinema já choraste?” Pois sim, confesso-me. Chorei em alguns filmes. E foi preciso chegar aos 24 anos criar este blog, ter passado em 2008 as passas do Algarve, para me descobrir a escrever estes textos sobre o mais profundo dos meus sentimentos. E não ser eu a única a tomar conhecimento deles.
E tudo isto e mais alguma coisa, para dizer à Laura Esquivel, que se por algum pequenino acaso da vida aqui vier ter que só assim devorei o livro e que quase ficou salpicado com as minhas lágrimas!









