terça-feira, 9 de junho de 2009

"Tão veloz como o desejo"

São precisamente 22:07 e escrevo este post complemente a quente, nem 5 minutos passados sobre o fim da leitura. Crescer é realmente uma experiência sem igual. Não sabemos exactamente como é, o que nos espera até vivermos esse tempo, por muito que nos expliquem. Não é só o nosso físico que muda, é sobretudo o nosso espírito, a nossa alma. A nossa capacidade de sentir, de viver, de sonhar…
Posso dizer que falo por mim que até há poucos anos no meu próprio dicionário a palavra sentir, na sua verdadeira essência, ocupava um lugar muito pequenino e recôndito. Poucas são as pessoas que comigo convivem que alguma vez me viram chorar em público. Eu não me via (muitas vezes) a chorar comigo mesma, muito menos a ler um livro. E muito menos que esse livro fosse sobre uma grande história de amor. “Mas apostamos que no cinema já choraste?” Pois sim, confesso-me. Chorei em alguns filmes. E foi preciso chegar aos 24 anos criar este blog, ter passado em 2008 as passas do Algarve, para me descobrir a escrever estes textos sobre o mais profundo dos meus sentimentos. E não ser eu a única a tomar conhecimento deles.
E tudo isto e mais alguma coisa, para dizer à Laura Esquivel, que se por algum pequenino acaso da vida aqui vier ter que só assim devorei o livro e que quase ficou salpicado com as minhas lágrimas!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Premiozinhos

Bigada Just Me , Olhos Dourados e Mariane



Mais uma vez passo a todos os meus seguidores, façam o favor de levar certinho?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A insustentável leveza do pisca-pisca


19.30h. Fim de tarde junto à praia antes do regresso a casa. Uns passeiam, bebem café na esplanada, outros correm e outros ainda piscam piscam. O meu olhar capta dois indivíduos sentados, simplesmente a observar as vistas. Costas curvadas, cotovelos junto aos joelhos e somente a cabeça roda de um lado para o outro, da esquerda para a direita, da direita para a esquerda. O primeiro “com-estes-óculos-de-sol-e-blusão-à-Elvis-ninguém-resiste-ao-meu-charme”, moreno e muito provavelmente frequentador assíduo de ginásio, acompanhado pelo segundo “destes-ténis-e-meias-brancas-é-que-elas-gostam” loiro e muito provavelmente não frequentador de qualquer ginásio. Não falam, não trocam qualquer vocábulo, substantivo, adjectivo ou verbo entre eles. As cabeças essas sim, continuam da direita para a esquerda e da esquerda para a direita e piscam piscam. Sem êxito no local escolhido, minutos depois mudam-se. A menos de 10m, para um banco exactamente igual ao anterior e com a mesma vista. É desta que terão sorte, com toda a certeza. Ou talvez não. E com a chegada de um terceiro elemento, “com-este-ar-do-mais-mafioso-que-se-pode-ter-é-que-é” trocam umas quantas palavritas, levantam-se e vão-se embora.
Fico a vê-los, cada um ao seu estilo e mesmo assim ainda a observar a “área”, perderem-se da minha vista e a rir que nem uma perdida da esplanada atrás.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

As malas e as mulheres...as mulheres e as malas

O tema não poderia ser mais apropriado ao 360º.Eu própria sou a mala em pessoa, ou melhor a _malinha! Viciada em malas, malinhas de todos os géneros e feitios, de todas as cores e padrões. Já perdi a conta, o armário é que se queixa de falta de espaço. Entram muitas, algumas vão saindo.
“Para que servem tantas malas, quando uma chega para tudo?” Uma mala nunca chega para tudo. Uma mala é um mundo. O meu mundo. O que faria todos os dias com a mesma mala? Um aborrecimento para não falar de que poderia não combinar com a roupa do dia. “E porque pesa tanto?” Já disse “É um mundo. O mundo das mulheres”. Para entrar neste mundo é preciso ser mulher, os homens em tempo algum compreendem que na nossa mala não há só uma carteira, as chaves e o telemóvel. Há também a bolsinha, o espelho, o batom, a amostra de perfume, uma caneta, mais uma bolsinha, um gancho para o cabelo, a agenda, um creme…
Digo eu claro, que na minha há tudo isto.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Premiozinhos

Bigada Gajo e Vanessa!


Passo a todos os meus seguidores e leitores, levem para os vossos cantinhos.

Do fim e do começo

"O Homem duplicado" de Saramago- terminado

"Tão veloz como o desejo" de Laura Esquivel- a começar

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Crazy, crazy _Malinha

Entre caixotes, caixas e caixinhas, ontem encontrei o meu diário que julgava perdido há anos. Escrevi-o durante o secundário, do 10º ao 12ºano.
Praticamente desde as 18 horas de ontem que não consigo parar de rir, que não paro de me perguntar “mas eu escrevi mesmo isto??”, que já não me lembrava de metade e que agora parece que me “teletransportei”e que vivi tudo novamente. Que já não me recordava que grande maluca que eu fui! Que 90% do mesmo só fala da espécie masculina, que na altura, os seus indivíduos ainda eram “um projecto por acabar”, mas que se achavam o máximo e uns grandes machos. Entre loiros e morenos há para todos os gostos. É só escolher entre os da escola, os da praia, os do café, os dos shopping… Porque na verdade, hoje em dia não seria capaz de escrever nem 1/4 do diário. Porque há passagens tão cómicas e tão “só minhas”, que partilho uma dessas pérolas.
Vou reproduzir tal e qual a escrevi nessa altura:

Novembro de 2001 (12ºano)

“Querido diário, já passou muito tempo desde a última vez que te escrevi. Tenho imensas coisas para te contar. (…) O K. sentou-me ao meu lado e ia-se chegando cada vez mais. Estava sempre a perguntar se estava interessada em alguém e que ele já não tinha namorada , etc etc. Ele queria curtir comigo, mas eu disse que ele já estava muito usado e por isso não me aptecia.(…)”

terça-feira, 26 de maio de 2009

Filmes (#11)


Baseado em factos reais do século XVI, durante o reinado de Henrique VIII. Um pai ambicioso, envolve as suas duas filhas num jogo de amor e sedução ao rei. As suas vidas na corte deixam de ser uma mera ajuda à família para se tornar numa verdadeira luta entre irmãs. Uma movida pela ingenuidade e paixão, outra pela sede de poder e vingança.
Um filmezito mais que obrigatório, interpretações brilhantes, pormenores dessa época que nos fazem entender o rumo que Inglaterra tomou desde então.
Gostei e muito.

sábado, 23 de maio de 2009