Entre caixotes, caixas e caixinhas, ontem encontrei o meu diário que julgava perdido há anos. Escrevi-o durante o secundário, do 10º ao 12ºano. Praticamente desde as 18 horas de ontem que não consigo parar de rir, que não paro de me perguntar “mas eu escrevi mesmo isto??”, que já não me lembrava de metade e que agora parece que me “teletransportei”e que vivi tudo novamente. Que já não me recordava que grande maluca que eu fui! Que 90% do mesmo só fala da espécie masculina, que na altura, os seus indivíduos ainda eram “um projecto por acabar”, mas que se achavam o máximo e uns grandes machos. Entre loiros e morenos há para todos os gostos. É só escolher entre os da escola, os da praia, os do café, os dos shopping… Porque na verdade, hoje em dia não seria capaz de escrever nem 1/4 do diário. Porque há passagens tão cómicas e tão “só minhas”, que partilho uma dessas pérolas.
Vou reproduzir tal e qual a escrevi nessa altura:
Novembro de 2001 (12ºano)
“Querido diário, já passou muito tempo desde a última vez que te escrevi. Tenho imensas coisas para te contar. (…) O K. sentou-me ao meu lado e ia-se chegando cada vez mais. Estava sempre a perguntar se estava interessada em alguém e que ele já não tinha namorada , etc etc. Ele queria curtir comigo, mas eu disse que ele já estava muito usado e por isso não me aptecia.(…)”




