
Aqui não há nada que lhe assente melhor: "Nem tudo o que parece é". E se do real do Woody sabemos nós pelas notícias que nos chegam, é díficil não encontrar semelhanças e pitadas do auto-biográfico. Não falo só da Mia Farrow, mulher, esposa nos dois. Nunca me convenceu aliás. Como actriz muito menos, falta-lhe quase tudo em questões sentimentais. Bom se calhar até não mas a mim não me chega nada.
Já Sally, I'm Sally...ou pelo menos parte dela, porque casada nunca fui.
Dos homens é fácil e prevísivel. Diz que na crise da meia idade, começam a olhar para raparigas muito mais novas na busca da juventude eterna. Só que depois acordam para o mundo real e dão-se conta de que se calhar a paixão não é mais importante que o amor, ou o companheirismo e a família.
O melhor de tudo ( e dito no próprio filme pela paixoneta jovial de Gabe) , é que o realizador transforma como ninguém o dramático em comédia. Quem é que pega na essência das relações humanas, nas traições, nos segredos, nas indecisões assim? Acabamos por nos rir e até desdramatizar aquilo que mais tememos. Muito provavelmente seriamos mais felizes assim, mas pela parte que me toca (e por enquanto)só mesmo no ecrã.
Genial, as always!